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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Cheque Girls (2002) - TEXTÍCULOS DE MARY e A BANDA DAS CACHORRAS

TEXTO RETIRADO DO BLOG DISCO FURADO: 
http://discofurado.blogspot.com/2015/02/texticulos-de-mary-e-banda-das-cachorra.html


Belmiro gostava de ser chamado de Mary. Saiu à noite em busca de diversão, mas sem dinheiro. Num banheiro público encontrou três rapazes que fumavam um baseado, ele se aproximou, pediu uma bola e ficou por ali. Logo rolou uma esfregação e a inevitável foda, que era o objetivo de Mary naquela noite de Recife. O sexo foi brutal e no final Mary estava no arregaço e com o cu ardendo. A pirocada foi forte. Deitado no canto do banheiro avaliou o estrago da noite. Com raiva de si mesmo olhava com nojo para o próprio pau. A gilete escondida na gengiva seria agora a ferramenta e no mesmo banheiro público a rola de Mary ficou jogada. A reação química improvável daquele pau e dois testículos, misturado a sangue, plasma, mijo e outras bactérias do banheiro sujo deu origem aos três travestis que formaram o Textículos de Mary.

           A história acima passa longe de uma explicação convincente para o começo de uma das bandas mais absurdamente geniais da história do rock brasileiro. Na verdade, o Textículos de Mary surgiu em 1997 com três vocalistas acompanhados da Banda das Cachorra, mais quatro músicos que ao vivo ganharam nomes de guerra e maquiagens. Tudo era muito difícil, desde o preconceito de músicos heterossexuais que não admitiam acompanhar três vocalistas gays, até produtores que não viam na banda nada além de uma putaria. O momento de ascensão só veio em 2000 depois de um CD Demo acompanhado de um fanzine ilustrado que narra um pouco da história contada no primeiro parágrafo.

      A apresentação do festival Abril Pro Rock de 2001 foi fundamental para que a gravadora Deck Disc se interessasse pela banda. Todo mundo sabia que aquela reunião não duraria muito tempo e que havia boas e divertidas letras, além de uma provocação aos setores mais conservadores que merecia ganhar o público. 
O disco "Cheque girls" saiu em 2002, o ano do Textículos, afinal, saíram de Recife para São Paulo, tocaram novamente no Abril Pro Rock, dessa vez com Jon Spencer Blues Explosion e Wander Wildner, entre outros. A mídia tentava entender a banda, diziam até que ali naquelas músicas tinha algo que pudesse ser voltado ao público infantil. Um engano. O álbum é divertido, mas não há como uma criança ouvir "Eu não gosto de michê mas o meu cu gosta" sem querer saber o que é um michê. Exemplos provocativos estão por toda parte, maconha na balada "Menarca", comunismo gay em "Natasha Orloff" (que nome!) e racismo sexual em "Entradas e bandeiras"."Propóstata" ganhou vídeo clipe exibido em raríssimas madrugadas da MTV.

         "Cheque girls" não segurou a onda e logo a Deck Disc já não tinha mais interesse na banda que poucos realmente ouviram. Um raro segundo disco ainda foi lançado, o independente "Bissexuástica" - estes nomes são ótimos! Em 2004 o Textículos de Mary encerrou atividades.


1 "Serviço de utilidade pública" (@0:00) 02 "{Propóstata}" (@2:23) 03 "Natasha Orloff" (@4:54) 04 "Menarca (Somethimes I feel like crazy)" (@7:06) 05 "Todinha sua (She-Ra)" (@9:45) 06 "Charles Bronson's song" (@12:50) 07 "Desaqüenda" (@15:00) 08 "Uma linda em Berlim" (@17:57) 09 "Jeniffer" (@20:08) 10 "Entradas e bandeiras" (@22:07) 11 "Legalize Bambam" (@25:18) 12 "Obráite" (@27:35)

BAIXAR: https://mega.nz/#!jxQV1ArD!j5HUDuTX6af9VQWbpdveOVRHsEZ304GRnvLBt-I9cBU

domingo, 5 de agosto de 2018

Teu Pai Já Sabe? - Blasfêmia Pouca é Bobagem (2009)


Desde sua formação a banda transita entre Curitiba e Maringá, onde o vocalista Carlos “Mamá” Tostes, mantém o Vaca Louca Café Vegetariano. O próprio Mamá disse que um dos fatores da banda seguir em frente, apesar de todo o desgaste nas relações desse tipo é a forte ligação entre os integrantes.
Por encararem a banda como um organismo independente, as cobranças e ruídos são mais facilmente controlados. Inclusive para realização de ensaios que são constantes apesar da distância ser um entrave. 
Os dois trampos lançados ‘Blasfêmia Pouca É Bobagem‘ (2009) e ‘Agora Sabe‘ (2013) são um compilado de experiências e pontos de vista construídos dentro de um ambiente transgressor, apesar do contexto social conservador.

FONTE: https://www.deveserisso.com.br/blog/teu-pai-ja-sabe/ 

segunda-feira, 25 de junho de 2018

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

PB KAOS 2: 2011-2012

PB KAOS 2: 2011-2012 contém alguns clássicos da cena punk de Campina Grande 20 anos após as gravações contidas no primeiro PB KAOS! Há novos temas como QUEER, PRIMITIVISMO e PÓS-ANARQUISMO, e novas influencias musicais além do punk como o reggae, o ska, o hip hop e a eletrônica! 01 - Trabalhar Mata - LUX ALT 02- Nada - NE KONI 03- Palestina Livre - ANGUSTIA NO! 04- Ensejo Constante - LUX ALT 05- Um pouco mais de pouco - NE KONI 06- Lotes de Corpos - ANGUSTIA NO! 07- Tanto por Nada - LUX ALT 08- Mente Desmontada - NE KONI 09- Reggae Ateu - ANGUSTIA NO! 10- Conselho Extático - LUX ALT 11- Veneno - NE KONI 12- Servidão Moderna - ANGUSTIA NO! Produção: O ÔKO DO MUNDO!


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Lux Alt - VERBORRÉIA

Sou igual a você, Porém totalmente quase, mas não exatamente, Completamente diferente... Incógnito como todo ser pode ser... Incógnito de corpo e mente. Não há como rotular,Não estou no seu padrão moral. Não há segredo milenar... Não quero salvação no final. Eu sou mortal, não sigo seu caminho linear... Eu sou real! Não há o que ocultar, Meu eu pertence somente a mim. Amanhã é tarde pra esperar... Pode ser o meu ou o teu fim. Eu digo sim, que vivi até desintegrar... Sim! Sim! Sim! Eu sou assim!


VERBORRÉIA (Vol.01) 2009

http://www.4shared.com/file/143800686/bf5871d6/Lux_Alt_-_Verborria_Vol


VERBORRÉIA- Depois de Hoje (Vol.02) (2010)







VERBORRÉIA - Sorriso Diário VOL.03 (2010)



http://luxalt.blogspot.com.br/



VERBORRÉIA - DeMente (vol.04) 2011











quarta-feira, 23 de maio de 2012

CASA DAS MARIPOSAS - Um Lugar em Qualquer Lugar. LUCAS ALTAMAR.


Casa Das Mariposas - Um Lugar Em Qualquer Lugar (eBook) 
Autor: Lucas Altamar
Idioma: Português
País: Brasil
Gênero: Novela, conto urbano
Editora: Zine(Independente)
Lançamento: Verão de 2007
Páginas da edição digital: 44

O AUTOR

O autor LucasAltamar tem trabalhos realizados na musica, na poesia e zines e blogs. Foi editor de zines como Vinho Vulgar, DeMentes, Penumbra e SurReal e é atualmente editor do Graforréia, onde possui um acervo de quase mil poesias autorais. Seus poemas abordam os mais diversos temas como a loucura, a vida, a realidade, a liberdade etc. possuindo todos eles poderosas mensagens contestadoras de valores e idéias cristalizadas. Esses temas estão praticados das mais diversas formas poéticas: haikais, sonetos, poetrix e versos livres.
O autor ainda possui outros trabalhos publicados de forma totalmente independente, longe dos conchaves e das panelinhas dos meios intelectuais ou meios “alternativos”:Incógnito: pós-identidade queer e Phil no país dos prazeres. Os temas sobre sexualidade e gênero são um dos mais trabalhados pelo autor e ainda pouco abordado nos meios (e entre) libertários/punks que estão muitas vezes presos a temas clássicos e tradicionais do anarquismo.

A OBRA

Casa das Mariposas – “Um lugar em qualquer lugar.” é um livro escrito, editado e publicado de forma independente por Lucas Altamar no ano de 2007. Os seis episódios são interligados através da vivência dos personagens na casa. Os personagens são todos de alguma forma relacionados ao universo punk e libertário.Trata-se de seis contos sobre a vida em comuna no squatt/ocupação Casa das Mariposas, um antigo prostíbulo que ficou abandonado após a morte de Carla Bruna, antiga proprietária do local e amiga dos futuros Okupantes. Após a ocupação do imóvel, os ocupas revitalizam o local, antes refúgio de ladrões e usuários, e o transformam em um centro de atividades culturais e debates, apesar das investidas policiais e dos skinheads. Mas a vida na casa não é só de harmonia e paz.
O livro também mostra a difícil arte da vida em comunhão: as personalidades fortes, as máscaras, as ilusões e “pilantragens” comuns a todas as formas de vida em sociedade.Casa das Mariposas é um livro que não pretende mostrar uma visão idealizada, ingênua e romântica da vida de uma comunidade libertária, cheias de omissões e cenas bonitas. É um livro realista que não pretende maquiar fatos e detalhes que acontecem de forma menos frequente, porem não exclusiva, da sociedade vigente. Como o próprio autor diz no prefácio da obra: “somos primeiramente coerentes com nosso prazer. E é isso que atravessa a barreira do respeito e espaço alheio. Mesmo dentro de grupos e convivências libertárias. Não se pode confiar em ninguém!”.
A obra começa com o episódio I chamado “vulnerabilidade”. A cena inicial é a de um espancamento de uma libertária por um grupo de Carecas. O episódio também mostra o relacionamento entre Vick, Diego e Júlia, libertários punks e queers, moradores da Casa. Esse relacionamento voluntário e livre entre os três diferencia-se do relacionamento padrão do esquema monogâmico, em que ambas as partes são posse um do outro. O relacionamento amoroso entre os três é baseado no amor-livre, onde não há a posse nem hierarquia entre os que se relacionam. Devido a alegria e confiança com que se relacionam acabam obtendo a simpatia de muitas pessoas como a senhora Carla Bruna e o Seu Silva, dono do bar muito frequentado por boêmios, punks e anarquistas. Os três também participam na ocupação e revitalização do antigo imóvel. Tudo relativamente em paz até que uma tragédia abala a vida na Casa das Mariposas e do triangulo amoroso. É a partir do segundo episódio intituladoIntimidade que a aparente harmonia entre os ocupantes da Casa começa a ser abalada por fatos absurdos e contrários aos princípios libertários vigentes na casa. O que gera revolta e desconfiança entre os ocupantes. O terceiro episódio “Casualidade” aborda o envolvimento de Kayke, um dos moradores, com o Crack e a gradual sedução e escravização dele por parte das pedras.
O quarto episódio intitulado Afetividade mostra o conturbado relacionamento entre Alison e Magno, que apesar de ser um relacionamento entre duas pessoas do mesmo sexo e libertárias não esta livre dos tradicionais sentimentos de ciúme e de posse por parte de um dos envolvidos. Em Atividade, após algum tempo de ostracismo e problemas, há uma nova onda de atividades na casa, como a realização de eventos e debates em comemoração aos quatro anos de ocupação e resistência da Casa, e a chegada de novos moradores, a estrangeira Frida. Mas novamente a vida na casa é abalada após uma batida policial em que um deles é preso acusado de assassinato de uma garota. O ultimo, e o mais longo, episódio chamado Responsabilidade reserva surpresas e tramas surpreendentes sobre os destinos de Victor e Diego.
resenha por Juni

INCÓGNITO - Pós-Identidade Queer. Lucas Altamar.

JORNADAS ANARCOPUNK (2020)