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segunda-feira, 23 de março de 2020
terça-feira, 17 de dezembro de 2019
CARLOS DIAS FERNANDES (1874-1942) - poesia, vegetarianismo e anarquia!
Carlos Augusto Furtado de Mendonça Dias Fernandes nasceu em 20 de Setembro de 1874 na cidade de Mamanguape, Paraíba. Exerceu as atividades de pedagogo e jornalista. Além disso, o escritor era completamente defensor dos animais publicando diversos artigos sobre o tema o que revela que era plenamente vegetariano, chegando a publicar o livro “Proteção aos Animais” em 1914.
" Apresentava um aspecto juvenil de atleta, mantendo a forma através da ginástica sueca. Não fumava, nem bebia. Era alvo e corado, o cabelo esvoaçante, castanho claro." Osias Gomes
Em 26 de janeiro de 1917, Carlos Dias Fernandes comemorou a fundação da Sociedade Vegetariana Brasileira, sediada no Rio de Janeiro, e publicou matéria sobre o assunto:
“Vai ganhando surto em todo mundo civilizado o regime vegetariano como solução prática do problema moral, economico e therapeutico dos povos. (…) Vegetarianismo quer dizer vida de accôrdo com a natureza”
Era muito admirado e respeitado, e justamente porque destoava da maioria. Não se importava com casamento formal, tinha uma dieta avessa à das pessoas com quem convivia, se vestia sem atender as normas sociais e possuía imensa bagagem cultural.
Ao longo de anos realizou conferências e palestras sobre vegetarianismo, defendendo que a abstenção do consumo de alimentos de origem animal era o único meio de assegurar o respeito aos animais em um contexto moral e ético. E para reafirmar a sua posição, o autor apresentou argumentos envolvendo saúde e higiene, considerando-os imprescindíveis como ferramentas de convencimento.
Controverso, Carlos Dias Fernandes chamou muita atenção quando publicou na edição de 5 de junho de 1918 do Jornal A União uma matéria em que defendeu fervorosamente a prática da medicina natural, confrontando laboratórios farmacêuticos. Também realizou uma grande conferência sobre feminismo em 1924, justificando que os direitos e deveres das mulheres precisavam estar de acordo com as suas aspirações, argumentando que as mulheres, de forma semelhante aos animais, eram subjugadas, privadas de liberdade.
Frequentemente publicava no jornal A União, onde ele tinha total liberdade sobre o que escrever. Exemplos são três matérias veiculadas em agosto de 1916 sob o título “O Regime Vegetariano”, um desdobramento do que Fernandes já defendia no livro “Proteção aos Animais”, de 1914. Na obra, Fernandes, que não era religioso, cita religiões e crenças que endossam o papel do ser humano como protetor dos animais e da natureza. Polêmico, chegou a discutir com profissionais de saúde da época que defendiam o consumo de carne.
Porém, foi a própria literatura que conduziu Carlos Dias Fernandes ao vegetarianismo. Ele deixou de consumir alimentos de origem animal depois de ler Liev Tolstói, Lord Byron e Jean-Jacques Rousseau. Conforme Amanda Galvíncio, Fernandes citava com frequência pensadores como Sócrates, Hipócrates e Plutarco, além de Buda e Jesus Cristo, principalmente em suas palestras.
Carlos Dias Fernandes tinha muita influência anarquista. Seus romances são bastante influenciados por ZOLA. O escritor também era amigo e companheiro de ideias da anarquista-feminista MARIA LACERDA DE MOURA, além de integrar junto com ela uma comissão a favor da liberdade do pedagogo anarquista espanhol FRANCISCO FERRER, assassinado tempos depois pelos franquistas.
O que também reafirma a influência do vegetarianismo na vida e na obra do poeta são seus personagens que não raramente eram animais. No geral, a natureza sempre foi um tema recorrente em seus poemas e contos. Em seus últimos versos, jamais publicados, os animais ainda ocupavam posição de destaque.
Apesar de esquecido pela literatura que tanto amou, uma de suas frases mais famosas, sobrevive ao tempo:
“Fazer mal aos animais é indício de mau-caráter”.
POESIAS:
01. Briário e Centímano
Solitário coqueiro miserando,
Que as tormentas não deixam sossegar!
E, de contínuo, as palmas agitando
Pareces um vesânico a imprecar.
Desgraçada palmeira, como e quando
Irão teus pobres dias acabar;
E com eles ou teu destino infando
De cativo da Terra ao pé do Mar?
Hemos conformes nossos tristes fados.
Tu, germente Briaréu dos vendavais
Eu, Centímano de cem mil cuidados.
Um retorcido aos ventos outonais
Outro com os seus anelos sossobrados…
Nem sei qual de nós dois braceja mais.
02. CANÇÃO DA VESTA
Terra, estrella sem luz, de fecundas entranhas,
Dentro nas quaes o amor perpetuamente lida ;
Planeta espheroidal, que no espaço acompanhas
O turbilhão dos soes ; fonte nunca exhaurida
Da seiva germinal—a essência diffundida
Na trama vascular de perfeições tamanhas
— Sejas bemdicta, ó mãe tellurica da vida,
Com os teus prados, vulcões, abysmos e montanhas.
Filho do flanco teu, voltarei consolado
Ao ventre maternal, para florir de novo ;
Quem sabe onde, como e em quê transubstanciado?
Atomb, esporo, embryão na gemmula de um ovo,
Que importa ? se homem, planta ou seixo inanimado,
Somos todos irmãos— teus filhos e teu povo."
03. OFERTÓRIO
Les idéales se succèdent, on les dépasse,
ils tombent en ruine, et puisque’il n’ y a pas
d’autre vie, s’est sur ces ruines encore
qu’il faut fonder un idéal dernier.
Th. Dostoievski
Foi por vós, catecúmenos sombrios
Da excelsa religião do sentimento,
Que de tudo num vago esquecimento
Vaguei da Morte pelos reinos frios;
Buscando a essência em flor do sentimento
Oculta nesses báratros sombrios,
Onde a voz tumular de ventos frios
Geme o salmo do eterno esquecimento.
Foi por vós que eu vivi nas outras vidas
As sensações secretas, doloridas,
Que sufocam os gritos na garganta.
E é por vós que a minh’alma aniquilada,
Nos sudários do Sonho amortalhada,
Das próprias ruínas ressurgindo, canta.
04. Tedium Teniae
Um tedio verde e uma sinistra hypocondria
Minavam de amargura os meus dias mortaes.
Pessimismo ou Amor? Arte ou Philosophia?
— Era uma Tenia solitaria e nada mais.
E eu nem siquer de tal cousa me apercebia.
Ó apparencias vãs, como nos enganaes!
Eu, em plena eclosão de vital energia,
Devorado em meu ser por helmynthos fecaes!...
Quem tal dissera, assim vendo-me sobranceiro,
Farfalhante e feliz como um rijo pinheiro,
Filho da solidão, principe vegetal?!...
Ah! Mas também a vós, árvores, vos devora
O xilophago roaz, que se gera e que mora
No caule, de onde brota o cheiroso copal.
05. URBS MEA
Ergue-te, que já vem repontando a alvorada.
Quem trouxe o fado teu, tarde ou nunca descança.
Eis-te na guerra, sus, alma tantalizada!
Cavalga o teu corcel, pega na tua lança.
Recomeça de novo a intérmina Cruzada,
Põe no teu amuleto as asas da Esperança;
Beija em face de Deus a cruz da tua espada
E de encontro a legião dos bárbaros avança.
E um assedio ! Vês : —Mouros por toda parte;
O Reyno de Aragão dos teus nobres cuidados
Presa dos Infiéis... Rompe-se o baluarte ;
Entra a mourama hostil... Solta ao vento os teus brados
E morre, proclamando o teu Symbolo d'Arte,
Na trágica invasão dos muros derrocados.
06. AS FLORES
Nascem tenros botões pelo ramo orvalhado.
Reveste a arvore toda um fulgor nupcial:
É a infloração, o recamo irisado
Das frondes—gonfalões da apothéose vernal.
Crysalida a sonhar no casulo fechado
Das sépalas, a flor—borboleta aromal —
As pétalas abriu á luz quente do prado,
Discerrando as juncções do invólucro floral.
Cada ramo se fez uma curva guirlanda,
E, das folhas por entre o verdoengo aranhol,
Voejam colibris numa alada siranda.
Sobem dulias de incenso ao concavo arrebol:
É a arvore, a bracejar, que pelos galhos rrtanda
Beijos de aroma ao ar, hymnos de aroma ao sol
DOCUMENTÁRIO
Povo Traidor - FERRUGEM HC
Projeto ferrugem h.c. tocando Povo Traidor com a participação nos vocais de Mauricio Remigio, da banda anarco-punk paraibana dos anos oitenta C.U.S.P.E. e atualmente um dos membros do projeto sonoro C.O.I.C.E.
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
Pito Karcoma y El Kilombo Agitasion - En Busca y Captura...(2004)
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
CUSPE - Terrorismo de Estado ( 2002)
Obs: Não tenho o nome de todas as letras. Quem souber, me ajuda!
01. Intro/ Ainda Tem Água na Muringa
02. DemoKKKraC.I.A para TodU.S
03. A Liberdade
04. Resistência Indígena
05. Resistência Indígena parte 02
06. ??????
07. ??????
08.??????
09. ?????
10. Flores aos Rebeldes que Fracassaram
11. Anarquia é Ordem
12. ??????
13. Terrorismo de Estado
14. Epílogo/ ...e Pêdo Bó Caiu no Ôco do Mundo!
link: https://www.4shared.com/rar/NY6LMzJ2fi/CUSPE_Terrorismo_De_Estado_200.html
CUSPE - Sem Fé, Sem Lei, Sem Rei (2013)
link: https://www.4shared.com/get/yerxHoidgm/CUSPE_-_Sem_Fe_Sem_lei_sem_Rei.html
Rogério - vocal e guitarra Jr. Torto Diniz - Baixo Maurício - Bateria e percussão Tony - Bateria Washington - Percussão 01. Real Salvação 02. Coma 03. Sentido 04. Ódio e Amor 05. Sem fé, sem lei, sem rei 06. Era uma vez a Idade Média, hoje! 07. Inferno 08. Herança Maldita Vídeo Real Salvação
Rogério - vocal e guitarra Jr. Torto Diniz - Baixo Maurício - Bateria e percussão Tony - Bateria Washington - Percussão 01. Real Salvação 02. Coma 03. Sentido 04. Ódio e Amor 05. Sem fé, sem lei, sem rei 06. Era uma vez a Idade Média, hoje! 07. Inferno 08. Herança Maldita Vídeo Real Salvação
CUSPE - Demo NOSSA LUTA (1989)
O primeiro trabalho do grupo, a Demo NOSSA LUTA! foi gravada na casa de Maurício, em 1989.
É considerado um dos primeiros registros em áudio dos punks da cidade de Campina Grande-PB.
Derek - Vocal e Guitar
Maurício - bateria
Jr. Torto Diniz - Baixo
link: https://www.4shared.com/get/IfUoMKTMgm/CUSPE_Nossa_Luta.html
Nossa luta Cuspe Paz Caos Manifesto Punk Brasil Racismo Inferno Movimento Políticos Punk Não Morreu Foda-se Somos Punks Decadência Humana Anarquia Drogas
Derek - Vocal e Guitar
Maurício - bateria
Jr. Torto Diniz - Baixo
link: https://www.4shared.com/get/IfUoMKTMgm/CUSPE_Nossa_Luta.html
Nossa luta Cuspe Paz Caos Manifesto Punk Brasil Racismo Inferno Movimento Políticos Punk Não Morreu Foda-se Somos Punks Decadência Humana Anarquia Drogas
CUSPE - Demo Recife (1991)
Gravado em Recife para uma coletânea "Cooperativa do Caos" que reuniria Discarga Violenta, Devotos do Ódio, CUSPE e outras, mas que acabou não saindo.
Quem tiver informações sobre os nomes das músicas ou histórias sobre a coletânea, posta aqui. Só conheço AUTOGESTÃO e JESUS LIBERTÁRIO.
link: https://www.4shared.com/get/W7aX0mgQee/cuspe_recife_1991.html
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
CUSPE - Autogestão (1998)
02- Separação Radical 03- Escarre seu Medo 04- Insubmissão 05- La Guerra Sociale 06- Não Venda sua Revolta 07- Caos 08- Violência ( part. JOBSON Disunidos) 09- Estilhaços
link: https://www.4shared.com/get/JzET9tvCda/AUTOGESTO_-_CUSPE_1998.html
Coletânea - Pelejas, Desejos e Vivências - Anarcopunk Rompendo Fronteiras (2013)
Nordeste bra$ileiro: uma imagem estereotipada da seca, pobreza e miséria no seio do país do samba, da caipirinha e da sensualidade. Em partes, esta imagem é verdadeira, o nordeste enfrenta o problema da escassez de chuvas e miséria em parte de suas regiões. Porém o chamado “progresso” também chegou à esta terra: Grandes cidades e pequenas cidades foram construídas,
forjadas com a matança de nativos, exploração escrava ou de mão de obra barata, seu sangue e suor, e assim a economia se desenvolve.
O nordeste é uma terra de muitas riquezas, que encontram-se concentradas nas mãos dos antigos marajás, coronéis e seus descendentes. Curral eleitoral, dominação, desigualdade social: Eis uma das faces da região. Em meio a esse contexto, a população nordestina cresce com uma forte crença religiosa, sendo o moralismo cristão, o machismo, o racismo, a homofobia os pensamentos mais recorrentes. A herança? Ainda hoje o índice de assassinatos a negros e homossexuais é alarmante, sem contar estupros e outras formas de violência menos explícitas.
Vivendo neste meio, você pode seguir a corrente ou buscar alguma mudança. Assim negamos estes valores autoritários, agindo no nosso dia-a-dia, através da política do cotidiano, do façavocê-mesmo, explodindo nossa revolta em pequenos ou grandes atos! Desobediência, anarquia, rebeldia, cambalhotas no ar, insubmissão, um escarro à face da moral! Este registro é fruto do nosso ódio e com ele não pretendemos fcar parados... Todos os dias fazemos nossa revolução, a cada minuto, a cada instante, buscando concretizar nossos desejos, em meio a pelejas e vivências.
Assim passando por cima das imposições, demarcações, açoites, sempre rompendo fronteiras!
forjadas com a matança de nativos, exploração escrava ou de mão de obra barata, seu sangue e suor, e assim a economia se desenvolve.
O nordeste é uma terra de muitas riquezas, que encontram-se concentradas nas mãos dos antigos marajás, coronéis e seus descendentes. Curral eleitoral, dominação, desigualdade social: Eis uma das faces da região. Em meio a esse contexto, a população nordestina cresce com uma forte crença religiosa, sendo o moralismo cristão, o machismo, o racismo, a homofobia os pensamentos mais recorrentes. A herança? Ainda hoje o índice de assassinatos a negros e homossexuais é alarmante, sem contar estupros e outras formas de violência menos explícitas.
Vivendo neste meio, você pode seguir a corrente ou buscar alguma mudança. Assim negamos estes valores autoritários, agindo no nosso dia-a-dia, através da política do cotidiano, do façavocê-mesmo, explodindo nossa revolta em pequenos ou grandes atos! Desobediência, anarquia, rebeldia, cambalhotas no ar, insubmissão, um escarro à face da moral! Este registro é fruto do nosso ódio e com ele não pretendemos fcar parados... Todos os dias fazemos nossa revolução, a cada minuto, a cada instante, buscando concretizar nossos desejos, em meio a pelejas e vivências.
Assim passando por cima das imposições, demarcações, açoites, sempre rompendo fronteiras!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
Nihil - Crepúsculo dos Homens - 2018
Banda Crust/Doom niilista de Campina Grande- PB. Nítidas influências do AMEBIX!
01- Deus Morto
01- Deus Morto
02- Nihil
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
La Cecilia (1975)- Jean-Louis Comolli
Giovanni Rossi, um anarquista italiano, que havia escrito um romance no qual descreve uma comunidade onde todos conviviam livres, sem leis e patrões, encontra-se com o imperador D. Pedro II, que interessado por suas ideias, oferece-lhe um lote de terra num país que ele descreve como jovem e pouco povoado -- o Brasil -- para que Rossi realize a experiência descrita no livro, no estado do Paraná. Rossi chega ao Brasil com um pequeno grupo e iniciam a colônia La Cecilia. Ocorre então a proclamação da república e a comunidade terá de lidar com novas leis, e uma nova tratativa por parte do governo recém-estabelecido. Em La Cecilia terão de lidar com sentimentos possessivos entre si, e tentarão conviver, na prática, com a emancipação feminina, amor livre, e a extinção de paternidade e família.
Ficha Técnica: Gênero: Drama Político Diretor: Jean-Louis Comolli Duração: 113 minutos Ano de Lançamento: 1975 País de Origem: França/Itália Idioma do Áudio: Italiano/Português Legenda: Português Elenco: Massimo Foschi ... Giovanni Rossi Maria Carta ... Olimpia Vittorio Mezzogiorno ... Luigi Mario Bussolino ... Ernesto Lorenzini Bruno Cattaneo ... Longhi Piero di Jori ... Alfredo Beppe Loparco ... Enzo Giancarlo Pannese ... Rocco Biagio Pelligra ... Tullio Giuliano Petrelli ... Tosti Gabriele Tozzi ... Piero Francesca Libertucci ... Angela Renato Pereira ... Le 'postino' Linicio Pereira ... Le 'capanga'
Canciones de la Guerra Civil e de La Resistencia Espanola - OSCAR CHÁVEZ (1975)
Oscar Chávez 1975- Canciones de la guerra civil y resistencia española
01 - La hierba de los caminos 02 - Que será 03 - Los dos gallos 04 - El tren blindado (El 5º Regimiento) 05 - Ya se fue el verano 06 - Si me quieres escribir 07 - Sin pan 08 - El caballero cristiano 09 - En el Pozo Maria Luisa 10 - Los cuatro generales 11 - Ay Carmela 12 - Españoles 13 - Canción de Grimau 14 - Adiós con el corazón 15 - Dende o tronco 16 - Canción de soldados 17 - Coplas del tiempo 18 - Vuela, paloma 19 - Pueblo de España 20 - A la huelga 21 - La cigarrera 22 - En España las flores
01 - La hierba de los caminos 02 - Que será 03 - Los dos gallos 04 - El tren blindado (El 5º Regimiento) 05 - Ya se fue el verano 06 - Si me quieres escribir 07 - Sin pan 08 - El caballero cristiano 09 - En el Pozo Maria Luisa 10 - Los cuatro generales 11 - Ay Carmela 12 - Españoles 13 - Canción de Grimau 14 - Adiós con el corazón 15 - Dende o tronco 16 - Canción de soldados 17 - Coplas del tiempo 18 - Vuela, paloma 19 - Pueblo de España 20 - A la huelga 21 - La cigarrera 22 - En España las flores
CANCIONERO REVOLUCIONÁRIO ANARQUISTA
1.- A las barricadas (0:00)
2.- La internacional anarquista (1:15)
3.- Si me quieres escribir (3:36)
4.- A la huelga (6:46)
5.- Arroja la bomba (9:06)
6.- Ay Carmela! (10:54)
7.- No pasarán (14:07)
8.- Canción del soldado (16:43)
9.- Ya se fue el verano (19:20)
10.- Jaleo, jaleo! (23:02)
11.- El quinto regimiento (26:00)
12.- Los campesinos (27:34)
13.- Los cuatro generales (29:08)
14.- La paloma (31:49)
15.- Bella ciao (34:14)
16.- La Varshavianka (37:30)
17.- Milonga del payador anarquista (39:56)
18.- El deportado (42:43)
19.- Guajira anarquista (Tango libertario) (43:54)
20.- A las barricadas (versión) (46:36)
21.- Locución histórica: Españoles..(48:36)
Ronnie Von - ANARQUIA (1968)
Ronnie Von (1968)
Ronnie Von was one of the most popular singers of Jovem Guarda, the early brazilian rock. This movement, started in early 60's by artists like Roberto Carlos, Erasmo Carlos and Os Incríveis, was the first brazilian version to the music made by The Beatles and The Rolling Stones in england. These artists were composing, between other things, portuguese parodies of the USA Billboard's hits, and these songs were reaching the Brazilian radios even before of the original versions. This album, entitled simply "Ronnie Von", is very particular in the singer's discography because it represents the beginning of the Von's psychedelic period. Also is necessary to detach the attendance of the band Os Mutantes in all the songs, which at that time was beginning his career.
quinta-feira, 9 de agosto de 2018
Pelejas, Desejos e Vivências - Anarcopunk no Nordeste (2014) - COMPILAÇÃO
Nordeste bra$ileiro: uma imagem estereotipada da seca, pobreza e miséria no seio do país do samba, da caipirinha e da sensualidade. Em partes, esta imagem é verdadeira, o nordeste enfrenta o problema da escassez de chuvas e miséria em parte de suas regiões. Porém o chamado “progresso” também chegou à esta terra: Grandes cidades e pequenas cidades foram construídas,
forjadas com a matança de nativos, exploração escrava ou de mão de obra barata, seu sangue e suor, e assim a economia se desenvolve.
O nordeste é uma terra de muitas riquezas, que encontram-se concentradas nas mãos dos antigos marajás, coronéis e seus descendentes. Curral eleitoral, dominação, desigualdade social: Eis uma das faces da região. Em meio a esse contexto, a população nordestina cresce com uma forte crença religiosa, sendo o moralismo cristão, o machismo, o racismo, a homofobia os pensamentos mais recorrentes. A herança? Ainda hoje o índice de assassinatos a negros e homossexuais é alarmante, sem contar estupros e outras formas de violência menos explícitas.
Vivendo neste meio, você pode seguir a corrente ou buscar alguma mudança. Assim negamos estes valores autoritários, agindo no nosso dia-a-dia, através da política do cotidiano, do façavocê-mesmo, explodindo nossa revolta em pequenos ou grandes atos! Desobediência, anarquia, rebeldia, cambalhotas no ar, insubmissão, um escarro à face da moral! Este registro é fruto do nosso ódio e com ele não pretendemos fcar parados... Todos os dias fazemos nossa revolução, a cada minuto, a cada instante, buscando concretizar nossos desejos, em meio a pelejas e vivências.
Assim passando por cima das imposições, demarcações, açoites, sempre rompendo fronteiras!
01 - Angustia No - Lotes de corpos 02 - Rancor - Minha utopia seu desespero 03 - Delirium Tremens - Ser maldito 04 - D-zakto - Insubmissos punx 05 - Reator04 - As pessoas morrem de fome, o estado recarrega suas armas 06 - Agnosia - Catarse eterna 07 - Subversivas - Homofobia 08 - Gattunxs - Desconstruindo, amando e gozando 09 - Exclusos - Revolução 10 - C.U.S.P.E. - Era uma vez a idade média, hoje!! 11 - D-zakto - Deuses da morte 12 - Angustia No - Questione 13 - Reator04 - Não seja ativista em certos momentos, seja todos os momentos ativo!! 14 - Delirium Tremens - Guerra 15 - Agnosia - Feliz novo holocausto 16 - Gattunxs - Doutrinação patriacal 17 - Exclusos - Caos social 18 - Angustia No - Yo no creo 19 - Rancor - Você escreveu 20 - Subversivas - Maldita submissão 21 - Gattunxs - Anti-skinhead 22 - Macula - Estatísticas 23 - D-zakto - Contradições 24 - Reator04 - Withdrew my skin, I was still alive... 25 - Delirium Tremens - A humanidade tende a destruição
01 - Angustia No - Lotes de corpos 02 - Rancor - Minha utopia seu desespero 03 - Delirium Tremens - Ser maldito 04 - D-zakto - Insubmissos punx 05 - Reator04 - As pessoas morrem de fome, o estado recarrega suas armas 06 - Agnosia - Catarse eterna 07 - Subversivas - Homofobia 08 - Gattunxs - Desconstruindo, amando e gozando 09 - Exclusos - Revolução 10 - C.U.S.P.E. - Era uma vez a idade média, hoje!! 11 - D-zakto - Deuses da morte 12 - Angustia No - Questione 13 - Reator04 - Não seja ativista em certos momentos, seja todos os momentos ativo!! 14 - Delirium Tremens - Guerra 15 - Agnosia - Feliz novo holocausto 16 - Gattunxs - Doutrinação patriacal 17 - Exclusos - Caos social 18 - Angustia No - Yo no creo 19 - Rancor - Você escreveu 20 - Subversivas - Maldita submissão 21 - Gattunxs - Anti-skinhead 22 - Macula - Estatísticas 23 - D-zakto - Contradições 24 - Reator04 - Withdrew my skin, I was still alive... 25 - Delirium Tremens - A humanidade tende a destruição
ZONA AUTÔNOMA - Compilação Beneficente ao Espaço INFIXO (2013)
Compilação em Benefício ao Espaço INFIXO ( antigo TOREN) localizado em Fortaleza-CE. O material contou com participação de grupos libertários de RAP, FUNK, PUNK ROCK, CRUST, D-BEAT e EXPERIMENTAL de vários estados do Brasil e também da ARGENTINA, como a Progrecídio.
01. Expressão Explícita - LEZADO RUAS
02. Insistência e Resistência Punk - GRILLUS SUB
03. Iludidos- GRILLUS SUB
04. Anti-Bid - CICLOVIDA
05. Óieu Aqui de Novo - CICLOVIDA
06. Fim do Jogo - MÁCULA
07. Ideias Incendiárias - MÁCULA
08. Economia da Miséria - REFÉNS
09. Usurpador - REFÉNS
10. Crimes de Estado - ANGÚSTIA NO!
11. Palestina Livre - ANGÚSTIA NO!
12. Ritmo do Pogo - ANARCOFUNK
13. A Guarda Toma, A Choque Mata - ANARCOFUNK
14. Incógnito - NE KONI
15. Nada - NE KONI
16. Cosificar - PROGRECÍDIO
17. Pasion Destructiva - PROGRECÍDIO
18. Nada a Perder - AUTORXS DO FATO
19. Nos Querem Burros - AUTORXS DO FATO
20. Metrópole - MARUIM ATTACK
21. Tempo dos Assassinos - MARUIM ATTACK
22. Cai o Dia -GRIUTS
23. Infelicidade -GRIUTS
24. Poema - DELIRIUM TREMENS
25. Perniciosa Ideia - DELIRIUM TREMENS
26. Borboleta Monarca - CU
27. Atenção Pede...- CU
sábado, 28 de julho de 2018
A CONTRATIEMPO - Chicho Sanchez Ferlosio ( 1940-2003)
Trovador y cantautor anarquista español, autor de una gran cantidad de canciones que, muchas veces, no llegó a grabar él mismo aunque sí lo hicieron otros intérpretes, como Rolando Alarcón, Joan Baez, Soledad Bravo, Víctor Jara, Quilapayúno Joaquín Sabina. Algunos de estos temas han pasado a formar parte de la tradición popular, como Gallo rojo, gallo negro, La hierba de los caminos, La Quinta Brigada o A la huelga.
Era hijo del escritor y miembro fundador de Falange Española Rafael Sánchez Mazas, hermano del escritor Rafael Sánchez Ferlosio y del matemático y filósofo Miguel Sánchez Ferlosio.
Carabelas de Colón,
Todavía estáis a tiempo:
Antes que el día os coja,
Virad en redondo presto, Presto;
Tirad de escotas y velas, pegadle al timón un vuelco,
y de cara a la mañana desandad el derrotero, atrás, a contratiempo.
Mirad que ya os lo aviso,
Mirad que os lo prevengo,
Que vais a dar con un mundo
Que se llama el Mundo Nuevo, Nuevo,
Que va a hacer redondo el mundo,
Como manda Tolomeo
Para que siga girando Desde lo mismo a lo mesmo.
Atrás, acontratiempo! Por delante de la costa
Cuelga un muro de silencio:
Si lo rompéis, chocaréis
Con terremotos de hierro Hierro,
Agua irisada de grasas Y rompeolas de huesos;
De fruta de cabecitas Veréis los árboles llenos,
Atrás, a contratiempo!
¿A orza, a orza, palomas!
Huíd a vela y a remo:
El mundo que vais a hacer,
Más os valiera no verlo, Verlo:
Hay montes de cartón-piedra
Ríos calientes de sebo, Arañas de veinte codos,
Sierpes que vomitan fuego.
Atrás, a contratiempo!
Llueve azufre y llueve tinta Sobre selvas de cemento;
Chillan colgados en jaulas Crías de monos sin pelo,
Pelo; Los indios pata-de-goma Vistiendo chapa de acero,
Por caminos de betún Ruedan rápidos y serios.
Atrás, a contratiempo!
Por las calles trepidantes Ruge el león del desierto;
Por bóvedas de luz blanca Revuelan pájaros ciegos Ciegos;
Hay un plátano gigante En medio del cementerio,
Que echa por hojas papeles Marcados de cifra y sello.
Atrás, a contratiempo!
Sobre pirámides rotas Alzan altares de hielo,
Y adoran un dios de plomo
De dientes de oro negros, Negros;
Con sacrificios humanos Aplacan al Dios del Miedo
Corazoncitos azules Sacan vivos de los pechos.
Atrás a contratiempo!
Trazan a tiros los barrios,
A escuadra parten los pueblos;
Se juntan para estar solos,
Se mueven para estar quietos, Quietos;
Al avanzar a la muerte Allí lo llaman progreso;
Por túneles y cañones Sopla enloquecido el Tiempo.
Atrás, a contratiempo!
Por eso, carabelitas Oíd, si podéis, consejo:
No hagáis historia; que sólo Lo que está escrito está hecho,
Hecho Con rumbo al sol que os nace, Id el mapa recogiendo;
Por el Mar de los Sargazos Tornad a Palos,
el puerto,
Atrás, a contratiempo!
Monjitas arrepentidas, Entrad en el astillero;
Os desguacen armadores,
Os coman salitre y muergos, Muergos,
Dormid de velas caídas
Al son de los salineros Y un día, de peregrinas, Id a la sierra subiendo,
Atrás, a contratiempo
Volved en Sierra de Gata
A crecer pinos y abetos,
Criar hojas y resina
Y hacerles burla a los vientos, Vientos,
Allí el aire huele a vida;
Se siente rodar el cielo;
Y en las noches de verano cantan grillos y jilgueros..
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