Década de 1960, Brasil. O registro da vida dentro do quilombo Olho d'Água da Serra do Talhado, em Santana do Sabugi, no estado da Paraíba, nordeste do Brasil, onde (sobre)vivem diversas famílias em situações e condições primitivas, uma vez que este quilombo está oficial e institucionalmente isolado do resto do território brasileiro.
sábado, 28 de julho de 2018
CABRA MARCADO PARA MORRER (1984) - Eduardo Coutinho
O filme é uma narrativa semidocumental da vida de João Pedro Teixeira, um líder camponês da Paraíba, assassinado em 1962.
Em razão do golpe militar, as filmagens foram interrompidas em 1964. O engenho da Galileia foi cercado por forças policiais. Parte da equipe foi presa sob a alegação de "comunismo", e o restante dispersou-se.
O trabalho foi retomado 17 anos depois, recolhendo-se depoimentos dos camponeses que trabalharam nas primeiras filmagens e também da viúva de João Pedro, Elizabeth Altino Teixeira, que desde dezembro de 1964 vivera na clandestinidade, separada dos filhos. Reconstruiu-se assim a história de João Pedro e das Ligas camponesas de Galiléia e de Sapé.[2]
ESTAMIRA (2005) - Marcos Prado
Estamira Gomes de Sousa (Estamira), conhecida por protagonizar documentário homônimo, foi uma senhora que apresentava distúrbios mentais, vivia e trabalhava (à época da produção do filme) no aterro sanitário de Jardim Gramacho, local que recebe os resíduosproduzidos na cidade do Rio de Janeiro. Tornou-se famosa pelo seu discurso filosófico, uma mistura de extrema lucidez e loucura, que abrangia temas como: a vida, Deus, o trabalho e reflexões existenciais acerca de si mesma e da sociedade dos homens. "Ela acreditava ter a missão de trazer os princípios éticos básicos para as pessoas que viviam fora do lixo onde ela viveu por 22 anos. Para ela, o verdadeiro lixo são os valores falidos em que vive a sociedade", comentou Marcos Prado, diretor do filme. O documentário "Estamira" teve repercussão internacional, angariando muitos prêmios e o reconhecimento da crítica.
Estamira, que sofria de diabetes, morreu aos 70 anos por consequência de uma septicemia,[1] ela foi internada no dia 26 de setembro por causa de uma infecção no braço, após dois dias no aguardo de atendimento no corredor do hospital, o quadro avançou para uma infecção generalizada, o qual ela não resistiu, ela faleceu no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro em 28 de setembro de 2011. Marcos Prado, diretor do documentário que retratou parte de sua vida cotidiana, lançou uma nota de pesar e lamentou o descaso que ele e Ernani, filho de Estamira, dizem ter sofrido Estamira, na nota entre outras Marcos Prado relata "Estamira ficou invisível pela falência e deficiência de nossas instituições públicas! Morreu depois de ficar dois dias esperando por atendimento nos corredores da morte do nosso maravilhoso serviço público de saúde do Miguel Couto. Ela estava com uma grave infecção no braço, mas foi tardiamente atendida. Obrigado meus políticos de Brasília, do Rio de Janeiro, que roubam nosso dinheiro e enfiam sei lá onde".[2]
EM NOME DA RAZÃO (1979)- Helvécio Ratton
O documentário é todo filmado em preto e branco, mostrando o cotidiano dos pacientes internados no Hospital Colônia de Barbacena.[1]. O documentário mostra relatos de pacientes sobre a realidade no Hospital, possui como técnica cinematográfica o documentário denúncia, que evidencia, através da edição de depoimentos uma determinada realidade social. O filme foi recebido pela crítica à época como uma contribuição àquilo que surgiu posteriormente como Movimento de Luta AntiManicomial. De acordo com a psicóloga Maria Estela Brandão Goulart o documentário fez história na luta contra os manicômios e todas as formas de violência no Brasil de 1979 que ressurgia da opressão e censura característicos do período da ditadura militar. Trata-se de um marco histórico da Reforma Psiquiátrica Brasileira, mas tem ainda hoje muito a dizer e poderia sob diversos ângulos encontrar sua atualidade no nosso cenário[2].
DANÇANDO COM O DIABO (2009) - Tom Phillips
Setembro de 2008, nos becos escuros das favelas cariocas: Homem Aranha, 28 anos, chefe do tráfico da Coréia, faz a ronda do seu domínio sem poupar críticas à corrupção da polícia e a mídia sensacionalista; o delegado Leonardo Torres, policial marombado da Delegacia de Repressão aos Narcóticos, avança agachado ao invadir o Complexo do Alemão no meio de um tiroteio; Pastor Dione tenta evangelizar almas perdidas enquanto negocia a paz entre grupos rivais como mediador. Sem disfarçar identidades, o documentário penetra num conflito que gera uma das taxas de mortandade mais elevadas do mundo.
HOLOCAUSTO BRASILEIRO - (2016) Dir. Daniela Arbex e Armando Mendz
quinta-feira, 5 de julho de 2018
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